
Nunca encontrei meu molde
Nessa sociedade, na qual todos se encaixam
Eu sempre me desviei
Nunca gostei do igual
Meu paladar sempre foi diferente
Único e peculiar
Sempre senti demais, falei demais
Amei demais, procurei por mais
Parece que sei de tudo, menos os meus próprios limites
A intensidade sempre me dominou
Tentando fazer tudo ao mesmo tempo e já ansiando por mais
Buscando as respostas para as perguntas que nem conheço
Fugindo da manada do óbvio e do clichê
Desafiando todas as expectativas
Deixando minhas marcas pelo caminho com ou sem intenção
Eu abraço minha individualidade
Me permito ser quem sou e me tornar o que serei
Mostro ao mundo o meu eu
Com minhas lacunas e meus excessos
Abro minhas asas juntas a minha própria incerteza
Matile Facó