Solidão correspondida

Amor proibido, tão belo e triste
O que sinto por ti é algo que persiste
É um sentimento forte e correspondido
Mas que pela sociedade é cruelmente reprimido

Nossos olhares se cruzam em meio à convivência
E nossa chama arde com muita persistência
Mas a distância que nos separa é invisível
E o desespero de não poder te tocar é terrível

Nosso amor proibido é um fardo pesado
Que carregamos em segredo, sem jamais ser revelado
Meu coração anseia pela tua companhia
Mas a realidade me força a distância todo dia

Como seria doce poder te abraçar
E juntos, nosso amor permitir celebrar
Mas a vida é dura e cruel em sua essência
E nossa felicidade foi censurada pela aparência

Assim, nós dois sofremos calados
E nossos corações se mantêm aprisionados
Amar-te é minha sina, minha maldição
E o preço desse amor proibido é a solidão

Matile Facó

Publicado por Matile Facó

Matile Facó, 31 anos, nascida em Fortaleza, Ceará, é uma mulher multifacetada que transcende os limites da sua formação em Administração de Empresas. Como artista, ela encontra sua expressão nas palavras, nos desenhos e nos sonhos, criando um universo único e inspirador. Sua poesia sensível e honesta convida os leitores a explorarem as profundezas da existência humana, abordando temas como amor, saudade e busca interior.

Deixe um comentário

Crie um site como este com o WordPress.com
Comece agora