Minhas rugas são marcas profundasDo tempo que passa e tudo mudaMas eu não me deixo abaterPois o sarcasmo é meu modo de ser Vivemos em uma comédia sem fimMas eu não fico na plateia só vendo assimEu entro em cena com meu sarcasmoE encontro a ironia em cada espasmo A vida é uma grande encenaçãoMasContinuar lendo “Com ironia”
Arquivos do autor:Matile Facó
Caça ardente
Nós, juntas na caçaSeduzindo presas com nossa técnica ousadaNossos olhos brilham com a excitaçãoE nosso instinto animal dita a direção Miamos alto, mostrando nosso poderLevando à loucura quem não pode entenderSomos selvagens, intensas e perigosasE nossa amizade é fogo, é chama ardosa A caça é fascinante, é arte, é seduçãoE juntas somos mestras nessa açãoComContinuar lendo “Caça ardente”
Anestesia
As emoções eu guardo bem no fundoE para a dor, encontro um alívio profundoCom álcool, mulheres e noites sem fimEu esqueço o que sou e o que já foi um dia ruim Em cada gole, sinto o corpo amortecerEm cada mulher, um pouco de prazerA noite que nunca acaba é meu refúgioE assim eu fujoContinuar lendo “Anestesia”
Déjà-vu
Mais um cigarro, mais uma doseMais um dia, mais uma noiteA mesma dor, a mesma genteO mesmo bar, a mesma camaA mesma saudade, a mesma chama As paredes são as mesmasO tédio se espalha pelo arAs garrafas vazias testemunhamAs noites que se repetem sem cessarVivendo sempre os mesmos dias doloridosO déjà-vu me lembra do meuContinuar lendo “Déjà-vu”
Onde meu sangue escorre
Eu sei que nosso amor acabouQue a vida seguiu seu rumo sem nósMas ainda sinto sua presençaEm cada esquina, em cada vozEntre mulheres inconstantesE vícios que me consomemNada é capaz de preencher sua ausência constantePreencho o copo de whisky até a bordaTentando me esconder da saudadeE no papel deixo minha alma sangrarEscrevo para não teContinuar lendo “Onde meu sangue escorre”
Desamor
O amor nunca foi gentil comigoComo uma faca que me corta a almaO desamor é meu companheiro fielMe deixa beber minha cerveja em pazNão quero o amor com seu perfume doceE suas flores frágeis e efêmerasNão quero sentir a dor que ele trazO desamor é meu grande escudoEu vejo casais de mãos dadas na ruaElesContinuar lendo “Desamor”
Adeus sem remorso
Não consigo deixar de abandonarTodas as coisas que deveria amarEu sou um homem de pouca paciênciaE a vida não me deu muita complacênciaMuitas vezes já tentei ficarMas sempre acabo por me desvencilharSeguidamente sem me importarEssa vontade de partirÉ um tormento sem consertoNão sou um homem de compromissosSou um errante, sem rumo, sem prumoMeus amores sãoContinuar lendo “Adeus sem remorso”
Ser
Tenho em mim todo o universocada estrela, cada galáxia,cada partícula que pulsa e vibraNessa infinitude de possibilidadesPosso ser tudo e posso ser nadaComo uma surpresa a ser reveladaOu um segredo para sempre guardadoHabito no mundo assimDe forma incerta e sem certezasTransportando o cosmo inteiroAparentando ser limitada por foraEmbora sendo infinita por dentro Matile Facó
Inflamável
Sempre fui inflamávelComo o fogo que queima sem parar,Minha fumaça sempre foi forte,E o estranho sempre me fez viajar. Minha alma ardente é como um vulcão,Pronta para explodir a qualquer momento,Minha fumaça forte é como uma labareda,Que ilumina meu caminho, intenso e imprevisível. Eu vejo a vida com um olhar diferente,Enxergo o mundo com maisContinuar lendo “Inflamável”
Enquanto tu não vens
Amor adormecido,Ferida aberta em meu ser,Acho na arte um sentidoQue me ajuda a não sofrer.Conexão com a poesiaE com a música também,Que me fazem companhiaE aliviam meu desdém enquanto tu não vens.Quem sabe um dia,Em um reencontro enfim,O amor desperte,E a ferida aberta,Há de se fechar,E possamos viver aqueles nossos planos,Inspirados pela poesiaEnvolvidos pela músicaMaravilhadosContinuar lendo “Enquanto tu não vens”