Amor à primeira vista

No instante em que te vi, algo mudou em mim
Um amor à primeira vista, destino ou mero capricho?
Teus olhos, chamas ardentes, me queimaram a alma
E naquele momento soube que tudo seria diferente, e a calma…

Perdi-me na imensidão do teu sorriso encantador
Um amor à primeira vista, sem aviso, sem pudor
Teu toque sutil despertou em mim uma chama intensa
E assim, num instante, o mundo se encheu de esperança imensa

O amor à primeira vista é um fogo que não se apaga
Um desejo avassalador, uma paixão que não se embarga
Cada palavra que sai de teus lábios me envolve
E nesse amor à primeira vista, o tempo se dissolve

Nossos corpos se encontram, num abraço apertado
Um amor à primeira vista, jamais imaginado
Os momentos se eternizam, numa dança desenfreada
E nesse amor à primeira vista, minha alma está entregada

Nada mais importa, somos apenas eu e você
Um amor à primeira vista, impossível de esquecer
No brilho dos teus olhos, vejo o reflexo do meu ser
E nesse amor à primeira vista, encontro o que sempre quis ter

Um encontro do acaso, que se tornou eterno
Um amor à primeira vista, tão intenso, tão terno
E assim, seguimos juntos, lado a lado, coração a coração
Nesse amor à primeira vista, encontramos nossa redenção

Matile Facó

Amor repentino

No auge da noite, como um raio que despenca
Um amor repentino, acesa chama que me incendeia
Do nada, você surgiu em minha vida e me atingiu em cheio
E agora, desvendando o mistério, me vejo em teu enleio

O coração que outrora era frio e sem razão
Encontrou abrigo em tua doce e inesperada invasão
E num instante, tudo mudou, a vida ganhou sentido
Esse amor repentino, um turbilhão que não é contido

Estranhamente, nossos olhares se cruzaram na multidão
E ali, nesse instante, nasceu uma paixão
O tempo parou, o mundo emudeceu
E o amor repentino em meu peito floresceu

Não há lógica ou razão, é um mistério a desvendar
Esse amor repentino, que me fez enlouquecer e amar
Nossas almas se encontraram numa dança desenfreada
E o destino nos uniu nessa história inesperada

E agora, a cada dia, desvendamos o desconhecido
Juntos, navegamos nesse mar revolto e intrépido
O amor repentino nos guia, sem medo de nos perder
E a cada passo, sinto que estamos destinados a viver

Que esse amor repentino seja nossa eternidade
Uma chama ardente que desafia a normalidade
E mesmo que o tempo passe, o sentimento persista
Nesse amor repentino, minha alma se conquista

Matile Facó

Silêncio cruel

Se não me quer, por que não fala?
Por que me deixa nessa angústia calada?
Diga de uma vez, sem hesitar,
Por que continua a me torturar?

Se não há amor, não há mais razão,
Por que insistir nessa confusão?
Pare de brincar com meu coração,
Liberte-me dessa ilusão.

Por que prolongar esse jogo de ilusões?
Se não me quer, diga sem rodeações.
Não me deixe esperando, em vão,
Por algo que nunca teremos, em questão.

Diga com palavras claras e cruas,
Liberte-me dessa espera absurda.
Se não me quer, por que me usa?
Deixe-me seguir em frente, sem dúvida.

Se não me quer, por que não fala?
Por que continuar nessa encenação farsa?
Seja honesta, sem mais delongas,
Pois é melhor encerrar essa trama sombria.

Se não há amor, é hora de partir,
Deixar para trás o que não pode existir.
Não prolongue o sofrimento, por piedade,
Liberte-me dessa falsa cumplicidade.

Matile Facó

Chamas sem resposta

Amei como nunca antes amei alguém,
Mas você não sentiu o mesmo, meu bem.
Meus sentimentos transbordavam, intenso mar,
Enquanto você se distanciava, a me abandonar.

A chama ardia dentro do meu peito,
Enquanto você escapava, sem nenhum respeito.
Amar você foi como um golpe de dor,
Enquanto você me deixava, buscando outro amor.

Cada palavra minha era uma declaração,
Mas você só me trouxe desilusão.
Eu me entreguei sem reservas, sem medo,
Enquanto você fugia, sem deixar segredo.

Amar você foi um caminho sem retorno,
Enquanto você seguiu, sem qualquer retorno.
Fui cativo do seu olhar, da sua presença,
Enquanto você brincava com minha essência.

Amar como nunca antes, com paixão desmedida,
Enquanto você se afastava, sem dar guarida.
Fui um tolo na teia da sua indiferença,
Enquanto você deslizava, sem oferecer clemência.

E agora, aqui estou, marcado pela desilusão,
Enquanto você segue em frente, sem nenhuma comoção.
Amei você como nunca, sem medidas,
Enquanto você me deixava, em ruínas desmedidas.

Matile Facó

Estrelas apagadas

Você desenhou estrelas nas minhas cicatrizes
E agora estou sangrando, preso em teus matizes
A cada toque teu, uma lembrança se aviva
Com feridas abertas, uma dor que te cativa

Você enfeitou meu corpo com teus traços
Mas agora estou perdido, em meio a tantos espaços
Cada estrela que pintou, uma promessa em vão
E o sangue escorre em forma de ilusão

As cicatrizes gritam, testemunhas do passado
E o amor que um dia tive, agora está dilacerado
A minha pele suas mãos habilidosas assinaram
E agora a tinta escorre, com feridas que não sararam

Eu me entreguei sem medo, mergulhei em seu abismo
Mas agora estou ferido, preso nesse egoísmo
Suas estrelas se apagaram e o céu escureceu
Enquanto eu me debato no vazio que você me deu

Você desenhou estrelas nas minhas cicatrizes
E agora estou sangrando, em meio às suas artimanhas infelizes
Mas vou me reerguer, curar minhas próprias dores
E dessas cicatrizes há de nascer forças e novas cores

Matile Facó

Imaturo descompasso

Lhe faltou maturidade, minha doce inquietação,
Um coração selvagem, perdido na imaturidade da paixão.
Você dançava ao som do vento, sem rumo ou direção,
Enquanto eu buscava solidez, em meio à sua confusão.

Nossos caminhos se cruzaram, no turbilhão do desejo,
Mas sua imaturidade dominava, como um demônio vermelho.
Você brincava com os sentimentos, sem perceber o despejo,
Enquanto eu tentava amadurecer, em meio a esse enlevo.

Você buscava aventuras, em cada esquina da cidade,
Enquanto eu ansiava por estabilidade, por uma vida com serenidade.
Sua juventude pulsava, em cada riso e liberdade,
Enquanto eu ansiava por um amor sólido, de verdade.

Lhe faltou maturidade para compreender o meu anseio,
Você se perdia em ilusões, em um mundo fugaz e cheio de rodeio.
Eu desejava um amor maduro, uma cumplicidade sem receio,
Mas você permanecia na imaturidade, em seu próprio devaneio.

Hoje, olho para trás, com uma pitada de saudade,
Lembrando do que fomos, da nossa breve tempestade.
Mas vejo que lhe faltou maturidade para encarar a realidade,
Enquanto eu cresci, aprendendo com cada adversidade.

Lhe desejo felicidade, apesar da nossa diferença,
Que você amadureça, encontre sua própria essência.
E que um dia, quem sabe, sejamos um exemplo de coexistência,
Onde a maturidade floresça em uma história com consistência.

Matile Facó

O poeta órfão

Sinto falta da poetisa, da musa que me inspirava,
Nas noites solitárias, a melodia que me encantava.
Seu sorriso enigmático, seus olhos a me desafiar,
Oh, como anseio por sua presença, por seu doce olhar.

Em cada palavra escrita, ecoa a saudade,
A ausência de sua poesia, uma eterna realidade.
Seus versos eram como flores, desabrochando na página,
E agora, sinto um vazio, uma angústia selvagem.

A poetisa partiu, deixando-me aqui, desamparado,
Em meio às ruas sujas, onde o amor é desprezado.
Seus versos eram minha morada, meu abrigo seguro,
E agora, sem ela, me sinto perdido, um náufrago no escuro.

A cada verso que escrevo, sinto o toque de sua mão,
A lembrança de seu perfume, um eco de emoção.
Mas a poetisa se foi, e agora estou sozinho,
Enfrentando a tristeza, o silêncio como único carinho.

Ah, poetisa, como sinto falta de sua voz,
Dos momentos compartilhados, da paixão veloz.
Nossas almas se entrelaçavam nas linhas do papel,
E agora, restam apenas memórias, lembranças de um fel.

A saudade é um fogo que arde em meu peito,
Um vazio que não se preenche, um amor desfeito.
Mas seguirei escrevendo, com sua imagem na mente,
A poetisa que partiu, mas que em mim ficou eternamente.

Poetisa, onde quer que esteja, saiba que és minha musa,
E mesmo com a distância, sua poesia ainda me usa.
Sinto falta da poetisa, de suas palavras e sua arte,
E espero que um dia nossos versos se encontrem, em algum lugar a parte.

Matile Facó

Perseverando no escuro

Eu já vivi bastante tempo
E agora não vejo mais alento
Parece que o mundo todo é cinza
Não há mais nada que me atinja

As pessoas passam por mim
Mas não parecem notar
Que eu estou perdido aqui
Sem saber como continuar

Eu tentei fazer tudo direito
Mas parece que nada dá jeito
Os sonhos que eu tinha padeceram
E agora sinto que todos os meus planos dissolveram

Às vezes penso em desistir
Deixar tudo para trás e sumir
Mas quando olho ao meu redor
O amor ainda insisti em existir

Então continuo a caminhar
Sem saber bem para onde ir
A vida parece um fardo a carregar
Mas ainda há algo que me faz sonhar

Apesar de tudo, sinto uma experiência
Ainda há muito forte em que acreditar
Mesmo que a vida pareça sem razão
Sempre haverá algo pra nos salvar

Matile Facó

Expectativas e decepções

Expectativas e decepções, uma triste sina
Andam lado a lado, como sombra e luz divina
Na busca incessante por sonhos incertos
Vou desvendando o mundo, mergulhando em desertos

Anseios e ilusões preenchem meu ser
Mas a realidade implacável me faz padecer
A vida é um jogo cruel, uma loteria viciada
Onde vitórias efêmeras são sempre sabotadas

Cada passo adiante, um sonho em construção
Mas o destino sádico me empurra à frustração
Expectativas me guiam em um caminho traiçoeiro
E decepções surgem como punhais, num golpe certeiro

Às vezes, ergo castelos de esperança e alegria
Mas a queda é inevitável, uma cruel ironia
As promessas se dissipam como fumaça no ar
E a dor da desilusão vem para me assombrar

Mas mesmo assim, persisto na minha jornada
Pois é na luta, nas feridas, que a alma é forjada
As decepções me ensinam amargas lições
A valorizar cada vitória, a encontrar as paixões

Expectativas e decepções, companheiras de estrada
Agridem meu coração, mas não me levam à rendição
Sigo em frente, com a alma marcada e resiliente
Amando, sonhando e vivendo intensamente

Matile Facó

Cansaço

Estou cansada de tudo
Desse mundo tão absurdo
Onde a dor é companheira
E a felicidade é passageira

Estou farta das convenções
Das brigas e discussões
Da falsidade nas palavras
Das mentiras e ilusões

Cansada da rotina do dia a dia
Do trabalho que só me enfia
Mais fundo nessa vida tão vazia
Tornando toda satisfação tão tardia

Cansei das noites de insônia
Dos sonhos que são ilusões
Da solidão que me consome
E da saudade que não some

Mas apesar de tudo, eu sigo em frente
Com a esperança de um futuro diferente
Pois mesmo com o cansaço profundo
Ainda assim, sinto um pouco de mundo

Matile Facó

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